O perigo do uso indiscriminado de descongestionantes nasais
Basta a temperatura cair ou aparecer algum incômodo
respiratório que ele logo aparece! Seja por necessidade, costume ou modinha, o
fato é que tem aumentado consideravelmente o uso de descongestionantes nasais
por parte da população brasileira.
A crença de que esses produtos não possuem
contraindicação ou não provocam efeitos colaterais tem contribuído para que as
taxas de adesão aos mesmos aumentem. Segundo dados da Organização Mundial de
Saúde (OMS), o Brasil ocupa a 7ª posição no ranking dos países que mais consomem
medicamentos, ficando na 6ª posição dos que mais utilizam descongestionantes
nasais.
O uso desses medicamentos é indicado em casos de
coceira, espirros, entupimento, alergias e secreções nasais e a sua venda
apenas sob prescrição médica, fato este ignorado tanto por comerciantes que
disponibilizam a medicação sem receituário médico quanto pela população que
ainda possui o hábito de automedicar-se.
Mesmo em casos de prescrição médica, o uso de
descongestionantes nasais deve ser feito por poucos dias, pois a utilização
prolongada do mesmo pode desencadear diversos problemas, como uma rinite
medicamentosa, podendo reduzir o fluxo de sangue da mucosa nasal e a longo
prazo ocasionar uma perfuração do septo, além disso é bastante comum que o
indivíduo desenvolva dependência ao medicamento. Outros efeitos colaterais
podem ser observados, como a elevação da pressão arterial, insônia, atrofia da
mucosa nasal, entre outros, por isso a importância da avaliação médica e a
observância no uso controlado desse tipo de medicamento, uma alternativa é o
uso do soro fisiológico, pois o mesmo umidifica a mucosa nasal e remove as
secreções.
Referência:
Saiba
por que descongestionantes nasais não devem ser usados em excesso. Blog da
Saúde, 2016. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/51706-saiba-por-que-descongestionantes-nasais-nao-devem-ser-usados-em-excesso>.
Acesso em: 15/12/2019.
Por Ailton Oliveira, graduando em Enfermagem pela Uneb - Campus VII, monitor e contribuinte do blog.








